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SUPREMA | Faculdade de Ciencias Medicas e da Saude de Juiz de Fora - FCMS/JF Notícias - Faculdade Suprema

SUPREMA | Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora - FCMS/JF

Estão abertas as inscrições para “Medicina do Futuro – Novos fármacos, diagnósticos e terapias”

Publicado em: 16/05/2013

Junho já começa agitado para os estudantes da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora - Suprema. Isso porque, logo no início do mês, nos dias 05 e 06, será realizado um evento inovador no anfiteatro da Faculdade, cujo tema é "Medicina do Futuro - Novos fármacos, diagnósticos e terapias".

 

O evento, que acontece das 18h às 21h, se define como um ciclo de palestras, com conferencistas renomados no âmbito nacional e até internacional.  Segundo a coordenadora deste projeto, professora Pâmela Souza, a iniciativa veio do Curso de Farmácia, com o objetivo de ampliar o olhar dos participantes em relação aos novos medicamentos, diagnósticos e terapias.

 

O público compreende profissionais e acadêmicos da área da saúde, sendo estimada a participação direta de 250 pessoas. As inscrições já podem ser realizadas no setor de Pós-Graduação da Faculdade Suprema até a data do evento. Além disso, haverá postos estrategicamente dispostos na Universidade Federal de Juiz de Fora nos dias 29 e 30 de maio, além de inscrições na hora e no local do evento. O investimento para a participação é de R$15,00. Segue ao lado programação completa com todas as palestras e respectivos conferencistas. Vale destacar a participação de Frederico Pittella, que recentemente concluiu seu doutorado no Japão, e vai trazer assuntos inovadores.

 

A pesquisa de novos fármacos, com base principalmente na atividade da indústria farmacêutica, permitiu o aprimoramento e a ampliação de meios disponíveis de tratamento. Nos últimos 60 anos, o desenvolvimento de novos medicamentos trouxe repercussões na prática médica, convertendo doenças antes intratáveis, agora como sujeitas a tratamentos rotineiros. As descobertas foram significativas e marcantes com a inserção de novos antibióticos, quimioterápicos, vacinas, antirretrovirais entre outras. (Olivera, 2006 - Ministério da Saúde)

 

De acordo com o Conselho Federal de Farmácia (2009), a cultura de planejamento e de desenvolvimento de novos fármacos no Brasil é recente e ainda está em fase de formação dos recursos humanos, com a qualificação adequada e em quantidade suficiente para a sustentação do desenvolvimento do setor. No entanto, espera-se contar com uma massa crítica de especialistas altamente qualificados, o que sinalizará a possibilidade de um salto de desenvolvimento na área.

 

No Brasil há alguns grupos de pesquisa em novos fármacos que já têm produção bastante significativa e, em sua maioria, se voltam para a pesquisa de fármacos para doenças negligenciadas, como doença de Chagas e a malária. Outras classes terapêuticas, também são alvo de pesquisa, como os anti-inflamatórios, os antimicrobianos, os antiparasitários, os tuberculostáticos e outros (Conselho Federal de Farmácia,2009).

 

Como bem estabelecido, todo medicamento apresenta reações adversas. Portanto, tais fármacos podem ser melhorados, tornando-se mais seguros e mais confortáveis quanto ao uso. A complexidade do sistema biológico é enorme e, por isso, o desafio de tornar os fármacos mais específicos e - menos tóxicos - é realmente muito grande. Apesar disso, existem duas vertentes: uma é relacionada ao medicamento, ou seja, à tecnologia envolvida na formulação do medicamento; a outra é a vertente relacionada ao fármaco, que envolve o entendimento do mecanismo de ação, em níveis moleculares e a especificidade da ação farmacológica.

 

Considerando estas duas vertentes, podemos dizer que a indústria farmacêutica já está muito bem desenvolvida com relação à tecnologia de formulação, produzindo medicamentos inteligentes que desempenham sua ação em compartimentos específicos do nosso organismo, de forma a minimizar os possíveis efeitos indesejáveis. Quanto à possibilidade de interferência na estrutura molecular de fármacos, a indústria farmacêutica tem, também, se desenvolvido bastante, principalmente, no que se refere à otimização de fármacos já conhecidos, por meio de modificações planejadas na estrutura química do fármaco, objetivando a identificação de análogos ou sucedâneos mais seguros e/ou mais eficazes (Conselho Federal de Farmácia, 2009).

 

Assim, a favor da formação científica, promoção da saúde e integração entre as várias formações acadêmicas nesta área, este evento busca discutir sobre as recentes pesquisas na área em foco, com a finalidade de encontrar medicamentos adequados para tratamento de doenças que atualmente não tem cura, ou que seu tratamento medicamentoso não é totalmente benéfico, causando efeitos colaterais e/ou adversos graves.

 

 

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