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Agenda de Eventos
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Programa Integrador - Referencial Teórico

O PI é desenvolvido a partir das necessidades de saúde, captadas com a escuta das pessoas que buscam cuidados em saúde. Tais necessidades são tomadas como centro das intervenções e práticas. Segundo Cecílio (2002), são apreendidas e organizadas em quatro grandes grupos: boas condições de vida, acesso, vínculo e autonomia.

É através da compreensão e da representação da amplitude deste conceito que se trabalham os demais referenciais que subsidiarão os eixos do PI. 

 

 

 

Integralidade: conforme Mattos (2001), a integralidade, em seus diferentes sentidos, visa à superação do reducionismo biológico e hospitalocêntrico; à estruturação do serviço como forma de possibilitar o atendimento dos indivíduos em suas necessidades mais amplas, em que se valorize a escuta e não se subestime a atenção a grupos específicos da população. Sugere a organização de políticas públicas de saúde que vislumbrem suas dimensões micro e macro.

 

Cuidado em saúde: conforme Pinheiro (2007), destaca-se o cuidado como valor, abordando-o como uma rede de saber-fazer, que envolve não somente aspectos técnicos, como também estéticos e éticos, sendo, portanto, político.

 

Clínica ampliada: segundo Campos (2007), é entendida a partir da reorganização do processo de trabalho clínico, objetivando facilitar a construção da responsabilidade macro e micro sanitária. A perspectiva da clínica ampliada procura incorporar elementos de saúde coletiva, buscando construir a autonomia dos usuários, o trabalho em equipe e o respeito às particularidades socioculturais dos indivíduos; em afinidade com a proposta dos eixos e referenciais do PI.

 

Processo de trabalho coletivo em saúde: realizado a partir do trabalho em equipe. É visualizado como o saber-fazer comum que é construído continuamente e que não está desconectado da divisão social do trabalho na sociedade capitalista. Pautado por valores éticos, baseia-se na responsabilidade coletiva dos sujeitos. É centrado no usuário e tem como cenário espaços públicos concretos, tais como os serviços de saúde. É necessário que a equipe construa um projeto, e para tal os trabalhos especializados de cada profissional se complementem (PINHEIRO et al., 2007).

 

Planejamento: entendido como prática social tanto técnica quanto política, econômica e ideológica, visando à transformação de uma situação em outra, com uma dada finalidade, recorrendo a instrumentos e atividades sob determinadas relações sociais em uma dada organização (PAIM, 2007).

 

Promoção à Saúde: entendida como atividades dirigidas à transformação dos comportamentos dos indivíduos, focando nos seus estilos de vida e localizando-os no seio das famílias e das comunidades. A saúde é produto de um amplo espectro de fatores relacionados à qualidade de vida, às boas condições de trabalho, à oportunidade de educação, etc. As atividades de promoção estariam mais voltadas ao coletivo de indivíduos e ao ambiente (BUSS, 2000).

 

Essa forma de estruturação visa a contemplar a dinâmica da reflexão das necessidades de saúde, resguardando a sua complexidade.

 

 

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